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Revista Brazilian Times # 85
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Coluna Coisas da America: Os “Desaparecidos do Deserto”: a lenda das luzes misteriosas na fronteira

A coluna Coisas da América revela os detalhes que nem sempre aparecem nas manchetes, mas ajudam a entender melhor os Estados Unidos. Nesta coluna, fatos inusitados, dados surpreendentes e histórias pouco conhecidas mostram como a cultura, os costumes e o cotidiano norte-americano vão muito além dos estereótipos. 
A cada edição, um convite para descobrir a América por ângulos curiosos, informativos e, muitas vezes, inesperados.
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Entre as muitas histórias que circulam ao longo da fronteira entre o México e os Estados Unidos, uma das mais intrigantes é conhecida como a lenda dos “Desaparecidos do Deserto”. O relato costuma ser contado por migrantes, moradores locais e até por guias que conduzem pessoas através das regiões áridas do deserto de Sonora, uma das áreas mais perigosas da travessia.

Segundo a tradição popular, durante a noite é possível ver pequenas luzes surgindo no meio da escuridão do deserto. Elas aparecem de forma inesperada, às vezes distantes, às vezes muito próximas, como se estivessem se movendo lentamente entre os cactos e as colinas de areia. Alguns dizem que as luzes parecem guiar o caminho; outros afirmam que elas confundem os viajantes, levando-os para direções erradas.

A explicação mais difundida na cultura popular da região é que essas luzes seriam os espíritos de pessoas que morreram durante a travessia da fronteira. Ao longo das décadas, milhares de migrantes perderam a vida tentando cruzar o deserto, vítimas do calor extremo, da falta de água ou da desorientação em uma paisagem praticamente sem referências.

Entre aqueles que já enfrentaram a caminhada noturna, há quem diga ter visto as luzes de perto e até escutado vozes ou passos no silêncio do deserto. Para muitos, essas histórias funcionam como um alerta sobre os perigos da travessia — um lembrete de que o deserto pode ser tão imprevisível quanto implacável.

Especialistas, por outro lado, apontam possíveis explicações naturais para o fenômeno. Algumas das hipóteses incluem reflexos de luz em partículas de poeira, gases liberados pelo solo ou até ilusões ópticas causadas pelo calor e pela desidratação. Mesmo assim, o mistério continua alimentando a imaginação de quem passa pela região.

Seja fruto da natureza, da imaginação humana ou de algo ainda não explicado, a lenda dos “Desaparecidos do Deserto” permanece como uma das histórias mais sombrias e fascinantes associadas à fronteira — um símbolo das dificuldades e dos perigos enfrentados por aqueles que atravessam um dos desertos mais implacáveis do continente.

A curiosa história por trás da Estátua da Liberdade

Muitas pessoas visitam Nova York e se impressionam com a grandiosidade da Statue of Liberty, mas poucos sabem que o monumento mais famoso dos Estados Unidos não foi construído pelos próprios americanos.

A estátua foi, na verdade, um presente da França para os Estados Unidos, oferecido como símbolo de amizade entre os dois países e também como uma homenagem aos ideais de liberdade e democracia que marcaram a história das duas nações.

A ideia surgiu ainda no século XIX, quando intelectuais franceses admiradores da democracia americana propuseram a criação de um monumento que celebrasse os 100 anos da independência dos Estados Unidos, declarada em United States Declaration of Independence. O projeto foi liderado pelo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi.

A estátua foi construída na França e depois transportada em partes através do Oceano Atlântico. Ao chegar aos Estados Unidos, as peças foram montadas na ilha que hoje é chamada de Liberty Island, no porto de Nova York.

A inauguração oficial aconteceu em 28 de outubro de 1886, durante uma grande cerimônia que contou com a presença do então presidente Grover Cleveland.

Com mais de 90 metros de altura incluindo o pedestal, a estátua representa Libertas, a deusa romana da liberdade. Em uma das mãos ela segura uma tocha — símbolo da iluminação e da esperança — e na outra uma tábua onde está gravada a data da independência americana: 4 de julho de 1776.

Ao longo das décadas, a Estátua da Liberdade se transformou em um dos maiores símbolos dos Estados Unidos e da imigração. Milhões de imigrantes que chegavam ao país pelo porto de Nova York viam o monumento como o primeiro sinal de uma nova vida.

Hoje, além de ser um dos cartões-postais mais famosos do mundo, a Estátua da Liberdade continua representando aquilo que inspirou sua criação: liberdade, esperança e a amizade entre nações.

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