Será que é mesmo possível reverter o envelhecimento? Ou seria melhor dizer se é possível não só acrescentar anos de vida com qualidade e de forma segura sem colocar a saúde em risco? Essas são algumas das perguntas que você vai poder estar refletindo durante as próximas semanas.
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Coluna Saúde de Mulher Lídia Ferreira Nova Série – Viver Mais e Melhor
Será que é mesmo possível reverter o envelhecimento? Ou seria melhor dizer se é possível não só acrescentar anos de vida com qualidade e de forma segura sem colocar a saúde em risco? Essas são algumas das perguntas que você vai poder estar refletindo durante as próximas semanas.
Enquanto muitos estão vivendo de forma confortável com a lei natural da vida, como: nascimento, crescimento, envelhecimento e morte, existe um número cada vez maior de pessoas que lutam ardentemente para também “vencer” tudo que está associado com o envelhecimento.
Mas até que ponto é saudável se submeter aos procedimentos radicais que prometem combater a velhice? Quais são os riscos, desafios e custos, tanto financeiro quanto emocional, de viver combatendo algo que não tem escapatória?
Nas próximas semanas, a coluna Saúde da Mulher vai estar abordando esse tema, incluindo algumas inovações tecnológicas que já são tendência entre celebridades para “retardar” o envelhecimento e também formas naturais de se manter saudável de dentro para fora.
Os inimigos de uma vida saudável
No ano de 2019 foi divulgada os resultados de um estudo que avaliou a expectativa de vida dos americanos; CDC WONDER and US Mortality Database; que teve como foco analisar as principais causas de morte entre pessoas da faixa etária entre 25 e 64 anos de: todas as raças, etnias, classe econômica e regiões dos Estados Unidos. Como fonte oficial de informação, o estudo analisou os dados obtidos junto ao Centro de Saúde Estatísticas e Mortalidade dos Estados Unidos, a (National Center for Health Statistics and US Mortality Database).
Através do estudo, não só foi possível identificar o aumento do índice de mortalidade da faixa etária examinada, mas também os principais motivos das causas de morte. O estudo tinha como objetivo examinar a qualidade de vida e os principais riscos enfrentados pelos adultos, baseando-se na análise dos dados das tendências de expectativa de vida e de mortalidade de cada país.
Procurando descobrir o motivo do aumento do índice de mortalidade entre jovens-adultos, assim como entre os adultos, os pesquisadores avaliaram porque os Estados Unidos estão perdendo no ranking de qualidade de vida se comparado com os demais países desenvolvidos.
Como está a qualidade de vida da humanidade de forma geral? Estamos vivendo mais, ou estamos perdendo a batalha contra o tempo?
O estudo utilizou de métodos analíticos que são usados pelo Census que divide as regiões geográficas do país. Observou-se uma mudança do índice de longevidade a partir da década de 80, quando inicialmente identificaram a diminuição da faixa etária dos óbitos. Por exemplo: em 2014 o índice era de (78.9 anos) enquanto em 2017, ou seja, três anos depois o índice reduziu para (78.6).
Agora a pergunta agora é qual é o motivo principal para o declínio do tempo de vida da população americana?
O resultado do estudo foi determinante para concluir que as principais causas de pessoas de meia idade são: overdose (909.2%) , doenças causadas pelo o consumo excessivo do álcool (40%) e suicídios (entre 38.3% e 55.9%). Além dessas principais causas, outras doenças crônicas além de situação socioeconômica e etnia também têm influência quando se trata de longevidade.
Doenças cardiovasculares provocam mais de 289 mil mortes por dia de pessoas no mundo, sendo 31.8% das vítimas são mulheres. Mesmo sendo responsável pelo maior número de causas de morte, é possível proteger o coração através de cuidados preventivos através do acesso à assistência médica, alimentação equilibrada, atividades físicas e de melhores condições ambientais. Mas e quanto às causas identificadas no estudo acima que tem levado precocemente cada vez mais, como podemos entender e combater esses inimigos da vida humana?
Overdose.
Responsável por um número maior de mortes do que a soma de todas as outras principais causas de doenças, como: mortes por armas de fogo, acidentes de carro, homicídios ou HIV/AIDS; as drogas têm destruído de forma assustadora a vida de mais de 70.200 americanos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo morrem por ano mais de 450 mil pessoas por overdose no mundo, porém uma grande parte dessas vítimas faziam uso de medicamentos prescritos, os famosos opióides.
Doenças relacionadas ao abuso de álcool.
Segundo o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) beber álcool em excesso pode colocar a saúde em risco. Em média, quem abusa da ingestão de álcool pode reduzir até 30 anos o tempo de vida. CDC também compara as duas formas consideradas do hábito de consumir o álcool:
O Guia de Dieta Para os Americanos (Dietary Guidelines for Americans) considera que beber com moderação significa consumir 1 dose de álcool para mulheres e 2 doses para os homens por dia. Porém o Guia também determina que jovens com menos de 21 anos, mulheres grávidas e pessoas que fazem uso de medicação controlada NÃO DEVEM CONSUMIR ÁLCOOL.
Alguns dos riscos de vida que estão relacionados também ao consumo excessivo do álcool são:
Riscos de curto prazo: como acidentes, violência doméstica e violência contra vulneráveis, e exposição à doenças sexualmente transmissíveis; e os riscos a longo prazo como: doenças crônicas, alcoolismo, infertilidade e até demência.
Como mulher, porque precisamos entender quais são os principais perigos à nossa saúde, muito antes de investir em um novo procedimento, podemos aprender, inclusive com a “sabedoria dos antigos”. Como se proteger e o que evitar na hora de fazer escolhas relacionadas a sua saúde, pesquise e peça orientação do seu clínico geral ou especialista.




