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Última Edição #4392

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
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Em amistoso, Brasil goleia Coreia do Sul: 5 a 0 

Rodrygo marcou duas vezes na goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul

Em Seul, na última sexta-feira, dia 10 de outubro, a Seleção Brasileira entregou sua melhor atuação sob o comando de Carlo Ancelotti, goleando a Coreia do Sul por 5 a 0 em um amistoso que vale ouro na corrida para a Copa do Mundo. O placar elástico e a qualidade do desempenho animam a torcida e, principalmente, o treinador, que viu o esquema 4-2-4 funcionar com fluidez inédita.

“Foi um jogo completo,” definiu Ancelotti, que celebrou o comprometimento defensivo e a qualidade técnica da equipe: “Acho que jogamos muito bem com bola e sem. O compromisso da equipe foi muito bom. Quando o time tem compromisso no jogo depois a qualidade sai e saiu muito bem. O jogo mostrou qualidades individuais muito importantes.”

O resultado foi um contraste com o status da Coreia do Sul como melhor time da Ásia, mostrando a superioridade da Amarelinha em campo. O grande destaque da noite foi o quarteto ofensivo. De volta à Seleção após seis meses, Rodrygo marcou dois gols e ratificou seu status de principal artilheiro do ciclo, agora com oito. Seu parceiro de Real Madrid, Vinicius Jr, também brilhou com um gol e uma assistência, celebrando a sintonia da dupla.

Ao lado deles, Estêvão também balançou as redes duas vezes, tornando-se o artilheiro da Seleção na Era Ancelotti com três gols. O jovem atacante demonstrou oportunismo e eficiência no ataque à área, enquanto Vini Jr. ressaltou o impacto dos gols.

“Todos os atacantes conseguiram fazer gols e dar assistências, e assim a gente ganha confiança para a Copa do Mundo”, observou Vini Jr.

Individualmente, Rodrygo foi um monstro: liderou as finalizações e a troca de passes entre os atacantes. Sua conexão com Vini Jr. ficou evidente no lance do quarto gol, em uma assistência de “olhos fechados” que ilustra a confiança mútua. Estêvão, por sua vez, demonstrou versatilidade ao atuar mais pela direita e se beneficiar de passes precisos.

Matheus Cunha, embora não tenha marcado, também teve papel crucial. Atuando mais como um construtor de jogadas, ele se destacou na movimentação e no último gol, com um ótimo lançamento que encontrou Vinícius Jr. O desempenho do atacante do Manchester United o coloca à frente de seu concorrente direto, João Pedro, que ficou fora desta convocação.

O brilho ofensivo do Brasil foi resultado direto da solidez no meio-campo e da pressão alta de todo o time. A dupla Casemiro e Bruno Guimarães foi essencial, municiando o ataque e garantindo a marcação. A pressão na saída de bola sul-coreana rendeu diretamente dois gols, mostrando que o sistema defensivo, elogiado por Ancelotti, começa na linha de frente.

A expectativa é que o confronto contra o Japão, na próxima terça-feira, dia 14, seja mais uma oportunidade para Ancelotti consolidar seu esquema tático e observar outros nomes do ataque, como Gabriel Martinelli e Luiz Henrique.

AMISTOSOS AJUDAM ANCELOTTI A ELABORAR LISTA DEFIITIVA DA SELEÇÃO

Com a goleada sobre os coreanos, a Seleção Brasileira iniciou uma série de seis amistosos cruciais antes da convocação final para a Copa do Mundo. A começar pelo confronto contra a Coreia do Sul, na última sexta-feira, dia 10, o técnico Carlo Ancelotti vai ter  um prazo apertado para transformar as observações em convicções e definir o time que irá brigar pelo hexacampeonato.

Apesar de ser um ciclo de preparação, o italiano já tem algumas peças-chave definidas, mas enfrenta incertezas em várias posições, especialmente nas laterais e no ataque.

No gol, a situação está clara: Alisson (Liverpool) é o titular indiscutível, repetindo a titularidade de outros Mundiais. A disputa agora é pelo posto de reserva imediato. Bento (Al-Nassr), que deve começar jogando contra os sul-coreanos, ganha uma chance de ouro, já que Ederson (Fenerbahçe) está lesionado e fora da convocação.

Na defesa, o capitão Marquinhos (PSG) é uma peça garantida, mesmo estando ausente por lesão. Gabriel Magalhães (Arsenal) é o favorito para atuar ao seu lado, mas Alexsandro Ribeiro (Lille) deixou uma excelente impressão nos primeiros jogos de Ancelotti.

No meio-campo, a dupla de volantes também parece blindada: Casemiro (Manchester United), homem de confiança do técnico, e Bruno Guimarães (Newcastle), que Ancelotti já classificou como “titular indiscutível”.

As laterais continuam sendo o grande ponto de interrogação. Na direita, Vanderson (Monaco) e Wesley (Roma) são as apostas de Ancelotti, mas as lesões do primeiro têm impedido a consolidação. O zagueiro Éder Militão (Real Madrid) é visto como a “bola de segurança” para a lateral caso nenhum atleta se firme. Na esquerda, Douglas Santos (Zenit) tem agradado, mas disputa a posição com Alex Sandro (Flamengo) e Caio Henrique (Monaco).

O ataque exige diferentes análises devido ao revezamento tático de Ancelotti entre o 4-2-4 e o 4-3-3. Na ponta, Vini Jr é uma certeza. Raphinha (Barcelona) é essencial pela sua versatilidade e é uma peça central nos dois esquemas.

Num ataque em 4-2-4, Estêvão (Chelsea) vive um ótimo momento e está na frente na corrida, mas a volta de Rodrygo (Real Madrid), que tem a vantagem de ser polivalente e conhecer o trabalho de Ancelotti, acirra a disputa. O jovem do Chelsea defendeu sua versatilidade: “Nos treinos, tenho feito diversas posições de ataque, para buscar mais repertório, ter mais condição de jogo.”

Na posição de centroavante, a vaga de “camisa 9” está aberta. João Pedro era o favorito, mas sua ausência por lesão abriu espaço para Matheus Cunha (Manchester United) ter sido testado contra a Coreia do Sul.

Em um meio-campo ofensivo, no 4-3-3,  Lucas Paquetá (West Ham) é um forte candidato a ser o terceiro meio-campista, atuando mais próximo dos atacantes para manter a mobilidade ofensiva do time.

Os amistosos contra Coreia do Sul e Japão estão sendo as primeiras oportunidades da Seleção Brasileira de Ancelotti para ganhar, jogar bem e convencer o técnico de que está no caminho certo para a Copa do Mundo de 2026.

Com grupo completo, Brasil finalizou a preparação para amistoso com a Coreia do Sul

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

PALMEIRAS ATROPELA JUVENTUDE E ASSUME LIDERANÇA ISOLADA DO BRASILEIRÃO

O Palmeiras deu um passo importante na corrida pelo título do Campeonato Brasileiro. Em partida atrasada da 12ª rodada, o Verdão goleou o Juventude por 4 a 1 na noite deste sábado, dia 11 de outubro, no Allianz Parque, e se isolou na liderança da competição, abrindo uma vantagem crucial para o Flamengo.

Com a vitória, o time de Abel Ferreira agora soma 58 pontos em 26 jogos, três a mais que o Rubro-Negro, que tem 55 pontos na mesma quantidade de partidas. O Cruzeiro, em terceiro, tem 52 pontos.

O Palmeiras demonstrou um domínio completo sobre o adversário, empilhando chances de gol desde o início. A insistência foi recompensada com a abertura do placar de Raphael Veiga, que aproveitou uma sobra dentro da área. Pouco depois, Bruno Rodrigues ampliou, garantindo que o Verdão fosse para o intervalo com uma vantagem de 2 a 0.

O segundo tempo mal começou e o Palmeiras já liquidou a fatura. Bruno Fuchs ampliou a vantagem, e Felipe Anderson marcou o quarto gol, selando a goleada. Mesmo com a intensidade reduzida no final, o Juventude ainda conseguiu descontar com Rodrigo Sam.

O resultado da noite de sábado não apenas deu a liderança isolada ao Palmeiras, mas também disparou as chances estatísticas de título para a equipe. De acordo com modelos aplicados pelo economista Bruno Imaizumi, o Palmeiras alcança agora 70,20% de probabilidade de levantar a taça do Brasileirão.

O Flamengo, por sua vez, viu seu percentual de chances cair para 23,21%, enquanto o Cruzeiro ficou com 6,35%. A grande vantagem do Palmeiras reside no fato de ter agora uma vitória a mais que o Flamengo, o que obriga o Rubro-Negro a vencer duas rodadas para alcançar o líder em pontos e vitórias.

O jogador Bruno Rodrigues, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do EC Juventude, durante partida válida pela décima segunda rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, na arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

LÁ EM MINAS

AMÉRICA – A arrancada nas últimas rodadas aliviou a situação do América em relação ao risco de queda na Série B do Campeonato Brasileiro. Ao empatar por 1 a 1 com o Vila Nova na última quarta-feira (8), o Coelho chegou aos 37 pontos – cinco a mais que o Botafogo-SP, que abre a zona de rebaixamento com 32. A sete rodadas do fim da Segundona, o alviverde precisa somar mais 13 pontos para não correr qualquer risco de rebaixamento. Os cálculos são do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

ATLÉTICO – A equipe tem quatro dúvidas para o clássico de quarta-feira, dia 15, contra o Cruzeiro. A primeira delas é a do zagueiro Ivan Román, de 19 anos, com dores na mão esquerda, e a segunda é o atacante Rony, com edema no múscculo adutor da coxa direita. Além deles, os convocados Junior Alonso (Paraguai) e Alan Franco (Equador) ainda têm presença incerta no clássico, já que suas seleções estão fazendo jogos na Data Fifa.

CRUZEIRO – O centroavante Kaio Jorge é o artilheiro tanto da Copa do Brasil quanto do Campeonato Brasileiro. Recentemente, porém, ele vem enfrentando um jejum e gols. Desde 11 de setembro, o astro cruzeirense não balança as redes. O atacante marcou pela última vez na vitória da Raposa por 2 a 0 sobre o Atlético Mineiro, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. Naquela ocasião, ele assinalou os dois gols do confronto.

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