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Edição MA 4392

Última Edição #4392

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
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Flamengo 40 vezes campeão carioca

O Flamengo é campeão carioca de 2026. Em um Maracanã lotado e pulsante, o rubro-negro conquistou o tricampeonato estadual ao superar o Fluminense nos pênaltis por 5 a 4, após empate sem gols no tempo regulamentar.

O Flamengo é campeão carioca de 2026. Em um Maracanã lotado e pulsante, o rubro-negro conquistou o tricampeonato estadual ao superar o Fluminense nos pênaltis por 5 a 4, após empate sem gols no tempo regulamentar. O herói da noite foi o goleiro Rossi, que defendeu as cobranças de Guga e Otávio, garantindo a primeira taça do clube na temporada e escrevendo mais um capítulo de glória na história da Gávea.

Com a conquista, o Flamengo chegou ao seu 40º título do Campeonato Carioca, tornando-se o primeiro clube a alcançar tal marca no Rio de Janeiro. A lista atualizada dos campeões estaduais reforça a hegemonia rubro-negra: Flamengo com 40 troféus, Fluminense com 33, Vasco com 24 e Botafogo com 21. America, com 7,  Bangu, com 2, São Cristóvão e Paysandu com 1, cada, completam o quadro de vencedores históricos.

A vitória também teve sabor especial para os remanescentes da geração de 2019. Arrascaeta e Bruno Henrique, símbolos de uma era vitoriosa, conquistaram seu 18º título com a camisa rubro-negra, consolidando-se como ídolos eternos. Léo Pereira, por sua vez, chegou a 14 conquistas e ultrapassou nomes lendários como Zico, Júnior e Gabigol.

Além da glória esportiva, o Flamengo celebrou uma premiação milionária. Pela conquista, o clube embolsou R$ 10 milhões, somando R$ 20 milhões ao longo da competição, considerando cotas de participação e direitos de televisão. O Fluminense, vice-campeão, levou R$ 5 milhões, mas saiu de campo com a frustração de ver o rival erguer a taça.

O título foi conquistado sob o comando de Leonardo Jardim, que assumiu o cargo apenas três dias antes da final. Apresentado na quinta-feira, dia 5, o técnico português estreou com vitória e já levantou sua primeira taça pelo clube. A rápida adaptação e a confiança transmitida ao elenco foram decisivas para o sucesso.

A final também marcou a despedida de Filipe Luís como treinador. O ex-lateral foi homenageado com um bandeirão e teve seu nome gritado pela torcida após o apito final. Sua saída, anunciada após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, abriu espaço para Jardim assumir e iniciar sua trajetória com brilho.

Dentro de campo, o duelo foi marcado pelo nervosismo e pela cautela. Flamengo e Fluminense evitaram riscos excessivos e protagonizaram um primeiro tempo de poucas emoções, com apenas quatro finalizações para cada lado. O rubro-negro foi quem mais se aproximou do gol, mas sem conseguir balançar as redes.

Na etapa final, o equilíbrio permaneceu, mas surgiram chances mais claras. O Fluminense assustou com chutes de Acosta e Serna, enquanto o Flamengo respondeu com cabeçada de Arrascaeta e finalização perigosa de Léo Pereira. O clima quente e as discussões constantes deram o tom de uma decisão truncada, que terminou sem gols.

Nos pênaltis, os goleiros brilharam. Fábio defendeu a cobrança de Luiz Araújo e manteve o Flu vivo, mas Rossi roubou a cena ao parar os chutes de Guga e Otávio. A frieza do argentino foi determinante para que o Flamengo confirmasse a vitória e celebrasse mais uma conquista diante de sua apaixonada torcida.

Na série decisiva, Jorginho, Everton Cebolinha, Léo Pereira, Lucas Paquetá e Léo Ortiz converteram para o Flamengo. Pelo Fluminense, Ganso, Savarino, Guilherme Arana e John Kennedy marcaram, mas os erros custaram caro. No fim, o Maracanã explodiu em festa rubro-negra, celebrando o tricampeonato e o 40º título estadual da história do clube.

NO PAULISTÃO, PALMEIRAS CAMPEÃO

O Palmeiras é campeão paulista pela 27ª vez em sua história. Sem espaço para surpresas, a equipe comandada por Abel Ferreira confirmou o favoritismo e venceu novamente o Novorizontino neste domingo, no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte. Depois do triunfo por 1 a 0 na ida, o Verdão fez 2 a 1 na volta, em jogo marcado pela forte chuva que encharcou o gramado. Murilo e Vitor Roque marcaram para o alviverde, enquanto Matheus Bianqui descontou para os donos da casa.

A conquista reforça a hegemonia recente do Palmeiras no futebol paulista. Desde 2020, o clube levantou cinco troféus estaduais em sete edições, ficando sem título apenas em 2021 e 2025. Com 27 conquistas, o Verdão é o segundo maior campeão do estado, atrás apenas do Corinthians, que soma 31. Santos e São Paulo aparecem empatados com 22 títulos cada, seguidos por Paulistano (11), São Paulo Athletic (4) e outros clubes históricos.

O título também tem significado especial para Abel Ferreira. Desde que chegou ao Palmeiras, em 2020, o treinador português acumula 11 conquistas, ultrapassando Oswaldo Brandão como o maior campeão da história do clube. Entre seus feitos estão duas Libertadores, dois Brasileiros, uma Copa do Brasil, além de quatro Paulistas, uma Recopa e uma Supercopa.

Outro nome que entrou para a história foi Gustavo Gómez. O zagueiro paraguaio, presente no elenco desde 2018, conquistou seu 13º título com a camisa alviverde e se isolou como o maior campeão da história do Palmeiras. Ele superou ídolos como Ademir da Guia, Dudu, Junqueira, Marcos Rocha, Mayke e Weverton, todos com 12 conquistas.

Do lado do Novorizontino, restou o consolo de terminar a competição com o artilheiro. Robson marcou sete gols e foi o goleador do Paulistão, mas não conseguiu levar sua equipe ao título. Ainda assim, o clube do interior mostrou força e competitividade ao longo da campanha.

A decisão foi marcada por emoção e erros provocados pelo gramado encharcado. Logo aos cinco minutos, Murilo abriu o placar após rebote da trave em chute de Marlon Freitas. O Novorizontino reagiu e empatou aos 24, quando Matheus Bianqui aproveitou falha do goleiro Carlos Miguel e tocou para o gol. O primeiro tempo terminou com mais finalizações dos donos da casa, mas sem novo gol.

Na etapa final, o Palmeiras retomou o controle e voltou a ficar em vantagem aos 17 minutos. Vitor Roque aproveitou saída equivocada do goleiro Jordi e empurrou para as redes, garantindo o título. O Novorizontino tentou reagir, mas pouco ameaçou. Rômulo, contratado a peso de ouro para a decisão, teve atuação apagada e foi substituído. Nos acréscimos, Ramón Sosa ainda marcou, mas o gol foi anulado por impedimento.

Com o apito final, o Palmeiras confirmou sua superioridade e ergueu o 27º troféu estadual. A festa foi completa para o elenco, que celebrou mais uma conquista sob chuva, reforçando a tradição vencedora do clube e consolidando Abel Ferreira e Gustavo Gómez como personagens centrais da história recente do Verdão.

Imagem divulgada no site do Palmeiras 

EM JOGO COM FIM TUMULTUADO, CRUZEIRO CELEBRA O TÍTULO MINEIRO 

O Cruzeiro é o campeão mineiro de 2026. Neste domingo, no Mineirão, a equipe comandada por Tite derrotou o Atlético-MG por 1 a 0, com gol de Kaio Jorge no segundo tempo, e encerrou um jejum de seis anos sem levantar o troféu estadual. A vitória impediu o heptacampeonato consecutivo do rival, que vinha dominando a competição desde 2020.

A conquista foi marcada por tensão dentro e fora das quatro linhas. Nos instantes finais, Everson e Christian se desentenderam e deram início a uma briga generalizada que envolveu jogadores dos dois times, reservas e membros das comissões técnicas. A partida ficou paralisada por mais de dez minutos, quando faltavam apenas 30 segundos para o término dos acréscimos.

O título coroa a campanha sólida da Raposa no Estadual. Na primeira fase, o time venceu cinco jogos e perdeu três, liderando o Grupo C com 15 pontos. Nas semifinais, superou o Pouso Alegre com vitórias por 2 a 1 fora de casa e 1 a 0 no Mineirão, garantindo a melhor campanha da competição.

Com o triunfo diante do maior rival, o Cruzeiro chegou ao seu 39º título mineiro (atrás do Atlético, com 50), retomando o protagonismo no futebol estadual. A última conquista havia sido em 2019, e a torcida celeste pôde finalmente celebrar novamente no Mineirão.

O clássico começou com atraso de oito minutos devido à fumaça da cerimônia de abertura, que prejudicou a visibilidade. Logo no primeiro minuto, Kaiki arriscou de fora da área e obrigou Everson a defender. Aos 15, Cissé deixou o campo lesionado após dividida com Kaiki. O Atlético tentou responder em cobranças de falta de Hulk, mas sem sucesso. No fim da primeira etapa, Lucas Silva quase abriu o placar em chute de longa distância.

Na volta do intervalo, o Cruzeiro foi mais incisivo. Aos 14 minutos, Gerson cruzou da esquerda e Kaio Jorge cabeceou. Everson rebateu, mas a bola já havia cruzado a linha, confirmando o gol da Raposa. O Atlético tentou reagir com Hulk em cobrança de falta, mas o chute saiu. Kaio Jorge ainda teve outra oportunidade aos 34, mas desperdiçou.

O Galo pressionou nos minutos finais em busca do empate, mas encontrou dificuldades diante da marcação celeste. Christian ainda teve a chance de ampliar nos acréscimos, mas parou em Everson. Na sequência, o desentendimento entre os dois jogadores desencadeou a confusão que manchou o encerramento da decisão.

A súmula da partida confirmou a gravidade da briga. O árbitro Matheus Candançan relatou 23 expulsões após a confusão generalizada, envolvendo atletas titulares, reservas e até membros das comissões técnicas. O documento destacou que Everson “agiu com brutalidade” após ser atingido por Christian.

Entre os expulsos pelo Cruzeiro estavam nomes como Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge. Do lado atleticano, Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk receberam cartão vermelho.

Apesar da confusão, o título devolve ao Cruzeiro o protagonismo no futebol mineiro e marca o início de uma nova era sob o comando de Tite. A vitória sobre o maior rival, em um Mineirão lotado, reforça a força da Raposa e reacende a esperança da torcida em dias mais vitoriosos.

Imagem divulgada no site do Cruzeiro

LÁ EM MINAS

AMERICA – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou datas e horários das cinco primeiras rodadas da Série B de 2026. Pela tabela do campeonato, o Coelho fará sua estreia no dia 22 de março, um domingo, às 18h, fora de casa, contra o Goiás, no Estádio da Serrinha, em Goiânia. Nas cinco primeiras rodadas da Segunda Divisão, o América vai fazer trIes jogos em casa, no Independência.

ATLÉTICO – Encerrado o Campeonato Mineiro, o Galo se volta para o Brasileirão, no qual vai enfrentar o Internacional, nesta quarta-feira, dia 11, às 19h (de Brasília), na Arena MRV, pela quinta rodada da competição. O alvinegro ocupa a 17a posição na classificação, com 2 pontos, na zona de rebaixamento.

CRUZEIRO – Pelo Campeonato Brasileiro, o campeão mineiro volta a campo nesta quarta, dia 11, às 21h30m, quando irá visitar o Flamengo, no Maracanã, pela quinta rodada do torneio. O time celeste está no 19o lugar da classificação, com 2 pontos, na zona de rebaixamento.

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