De acordo com informações divulgadas por autoridades e organizações que acompanham o caso, Paktyawal foi detido em 13 de março por agentes de imigração.
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Afegão que trabalhou para as forças armadas dos EUA mais 10 anos morre sob custódia do ICE
DA REDAÇÃO
Um imigrante afegão identificado como Mohommad Nazeer Paktyawal, de 41 anos, morreu nos Estados Unidos após ser detido por agentes do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês). O caso ocorreu no estado do Texas e levantou questionamentos de organizações de defesa dos direitos dos imigrantes. Com a morte, Paktyawal se tornou a 12ª pessoa a morrer sob custódia do ICE em 2026.
De acordo com informações divulgadas por autoridades e organizações que acompanham o caso, Paktyawal foi detido em 13 de março por agentes de imigração. Poucas horas após a detenção, ele teria começado a apresentar problemas de saúde, incluindo dificuldade para respirar e dores no peito.
O homem foi levado ao Parkland Hospital, em Dallas, onde acabou morrendo no dia seguinte. Até o momento, a causa oficial da morte ainda não foi confirmada pelas autoridades.
Paktyawal era pai de seis filhos e havia sido evacuado para os Estados Unidos em 2021, após a retirada das tropas americanas do Afeganistão. Segundo relatos divulgados pela imprensa americana, ele trabalhou por mais de uma década ao lado das forças especiais dos Estados Unidos durante a guerra no Afeganistão.
Nos Estados Unidos, o afegão vivia no Texas e tinha um pedido de asilo em andamento enquanto tentava reconstruir a vida com a família.
A morte gerou reação de organizações que apoiam refugiados afegãos e grupos de direitos humanos, que pedem uma investigação independente para esclarecer o que aconteceu durante o período em que ele esteve sob custódia federal.
Casos de mortes em centros de detenção e durante operações do ICE têm chamado atenção em 2026, com ativistas e especialistas defendendo maior transparência e revisão das condições de custódia e atendimento médico oferecido a imigrantes detidos.
As autoridades americanas informaram que o caso segue sob investigação.
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