De acordo com o procurador-geral do estado, Kris Mayes, a administração federal teria avançado com o plano sem cumprir exigências legais básicas, como a realização e divulgação de estudos de impacto ambiental.
Publicidade
Publicidade
Arizona processa governo federal para barrar centro de detenção de imigrantes e aponta riscos ambientais
Da redação
O estado do Arizona entrou com uma ação judicial contra o governo federal dos Estados Unidos com o objetivo de barrar a construção de um grande centro de detenção de imigrantes planejado pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) nas proximidades da cidade de Shock. A iniciativa levanta preocupações sobre possíveis riscos ambientais e questiona a legalidade do projeto.
De acordo com o procurador-geral do estado, Kris Mayes, a administração federal teria avançado com o plano sem cumprir exigências legais básicas, como a realização e divulgação de estudos de impacto ambiental. Em declaração oficial, Mayes afirmou que o governo agiu de forma apressada ao tentar expandir a capacidade de detenção no país.
A ação judicial também sustenta que a instalação proposta — com capacidade estimada entre algumas centenas e até 1.500 pessoas — pode violar a legislação migratória americana, que exige que os locais destinados à detenção sejam adequados às condições humanas e estruturais necessárias.
Por outro lado, representantes do ICE afirmaram que o local foi avaliado previamente e que a escolha levou em consideração possíveis impactos ambientais, incluindo a preservação de recursos naturais e áreas sensíveis. Segundo a agência, o processo movido pelo Arizona teria motivação política e não ambiental.
O projeto faz parte de um plano mais amplo de ampliação da infraestrutura de detenção, financiado por um pacote aprovado pelo Congresso em 2025, que destinou bilhões de dólares para aumentar a capacidade de custódia de imigrantes até o final da década.
Documentos judiciais apontam que o imóvel escolhido — um armazém adquirido pelo governo federal por cerca de 70 milhões de dólares — originalmente foi projetado para uso industrial e não para abrigar pessoas. Além disso, a ação destaca que o local fica próximo a instalações que armazenam grandes volumes de produtos químicos potencialmente perigosos, incluindo substâncias utilizadas na indústria de semicondutores.
Até o momento, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) não respondeu diretamente às alegações sobre a proximidade com materiais perigosos.
A disputa no Arizona se soma a uma série de resistências em diferentes partes do país. Em Atlanta, autoridades municipais aprovaram recentemente uma resolução contrária à instalação de centros de detenção em larga escala, citando impactos na infraestrutura urbana. Já no estado de Maryland, uma ação semelhante resultou na suspensão temporária de um projeto após decisão judicial.
Em resposta, o governo federal tem sustentado que todas as exigências legais foram cumpridas e que não há fundamentos suficientes para impedir a continuidade das obras, defendendo que a expansão da capacidade de detenção é necessária dentro da política migratória vigente.
O caso agora deve seguir nos tribunais, onde será decidido se o projeto poderá avançar ou será interrompido enquanto as questões legais e ambientais são analisadas.
Publicidade




