A babá, que tem autorização legal para trabalhar nos Estados Unidos não possuía antecedentes criminais
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Babá é detida por agentes do ICE e liberada 12 horas depois por ordem da Justiça
Uma mulher de 66 anos, trabalhando como babá em San Francisco (EUA), viveu momentos de tensão e incerteza na última sexta-feira quando foi detida por agentes federais de imigração (ICE) enquanto se dirigia para o trabalho em um bairro residencial da cidade.
Segundo relatos de organizações de apoio a imigrantes e do advogado que representou a mulher, os agentes a seguiram em veículos sem identificação enquanto ela dirigia pelo bairro de Diamond Heights. Após estacionar, ela foi abordada pelos agentes, que não se identificaram formalmente nem apresentaram um mandado de prisão antes de levá-la sob custódia.
A babá, que tem autorização legal para trabalhar nos Estados Unidos e não possuía antecedentes criminais, estava no país há mais de uma década e aguardava uma audiência de imigração para tentar obter o green card.
Justiça ordena libertação
A família e o advogado da mulher reagiram rapidamente ao caso, apresentando um pedido de habeas corpus e uma medida cautelar na Justiça federal, alegando que sua detenção violava direitos processuais e constitucionais. Após horas de mobilização legal, um juiz federal determinou a libertação da babá cerca de 12 horas após sua detenção, destacando a necessidade de que qualquer ação de imigração respeite o devido processo legal.
Repercussão na cidade
O episódio gerou preocupação e forte reação entre líderes comunitários e grupos de defesa dos direitos dos imigrantes na Baía de San Francisco, que destacaram o papel de redes de apoio que monitoram ações de imigração e ajudam residentes em situações semelhantes.
O prefeito de San Francisco, Daniel Lurie, afirmou que a polícia local não esteve envolvida na operação nem apoia ações de imigração civil, reforçando a política de cidade-santuário que busca proteger a confiança entre comunidades imigrantes e as autoridades locais.
A defesa jurídica do caso afirmou que a rápida resposta da Justiça foi crucial para garantir a liberação da mulher e que o caso levanta questões importantes sobre transparência e procedimentos nas ações federais de imigração.
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