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Revista Brazilian Times # 84
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Casa Branca diz que custos com estudantes imigrantes em Massachusetts é de US$ 1,4 bi

O debate sobre financiamento da educação, políticas migratórias e impacto nas comunidades locais deve continuar no centro das discussões públicas nos próximos meses.


A Casa Branca divulgou nesta semana um levantamento que reacende o debate sobre os custos da educação pública para estudantes imigrantes em Massachusetts. De acordo com os dados apresentados, cerca de 7 mil alunos deixaram o sistema escolar do estado desde o início do reforço na fiscalização migratória conduzida pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). Ainda assim, aproximadamente 63 mil estudantes permanecem matriculados, gerando um custo estimado de US$ 1,4 bilhão por ano.

Segundo o relatório, o número total de alunos imigrantes sem status legal já chegou a cerca de 70 mil no estado, com um custo médio anual de aproximadamente US$ 23 mil por estudante — um dos mais altos do país. O impacto financeiro total teria alcançado cerca de US$ 1,6 bilhão por ano antes da recente redução.

Os dados foram divulgados por meio de um canal oficial da Casa Branca, dentro de um levantamento nacional que estima em cerca de US$ 80 bilhões anuais os gastos com estudantes imigrantes no sistema público de ensino dos Estados Unidos.

Cidades consideradas portas de entrada para imigrantes, como Chelsea, Lynn, Lawrence, Everett, Revere, Brockton e Worcester estariam entre as mais impactadas, com aumento na demanda por programas de ensino de inglês, serviços de tradução e suporte educacional especializado.

No período entre o outono de 2024 e o outono de 2025, o sistema público de ensino de Massachusetts registrou uma queda superior a 15 mil estudantes. Enquanto parte das análises atribui essa redução a um “clima de medo” entre famílias imigrantes, autoridades federais associam o movimento ao endurecimento das políticas de imigração.

A nível estadual, a governadora Maura Healey declarou anteriormente estado de emergência devido à crise de abrigos para migrantes, mas não comentou os números divulgados pela Casa Branca. Já a prefeita de Boston, Michelle Wu, tem criticado ações federais de imigração, classificando operações como excessivas, mas também não se manifestou sobre os custos educacionais apontados.

No Congresso, a deputada Ayanna Pressley, que representa áreas com forte presença de imigrantes, também não comentou os dados mais recentes.

O levantamento inclui ainda estimativas de outros estados. Na California, os custos chegariam a quase US$ 20 bilhões anuais; em New York, cerca de US$ 4,6 bilhões; na Florida, aproximadamente US$ 4 bilhões; e no Colorado, quase US$ 2 bilhões.

Embora o número de estudantes tenha diminuído com o aumento da fiscalização migratória, os dados indicam que Massachusetts ainda mantém uma das maiores despesas relacionadas ao tema no país. O debate sobre financiamento da educação, políticas migratórias e impacto nas comunidades locais deve continuar no centro das discussões públicas nos próximos meses.

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