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EUA autorizam testes de arma que provoca queimadura a 1 km de distância para possível uso contra imigrantes na fronteira

Tecnologia militar utiliza ondas eletromagnéticas para provocar sensação intensa de queimadura e dispersar pessoas. Equipamento poderá ser utilizado pelo Departamento de Segurança Interna na fronteira com o México

Publicado em 10/24/26
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EUA autorizam testes de arma que provoca queimadura a 1 km de distância para possível uso contra imigrantes na fronteira

Da redação

O governo dos Estados Unidos autorizou testes de uma tecnologia militar capaz de provocar uma intensa sensação de queimadura na pele de pessoas a uma distância de aproximadamente um quilômetro. O equipamento poderá ser utilizado em operações de segurança na fronteira com o México, levantando preocupações sobre os riscos para imigrantes que tentam entrar no território norte-americano.

Segundo reportagem divulgada pela CNN em 21 de outubro de 2026, o Pentágono autorizou o Departamento de Segurança Interna (DHS) a testar o chamado Active Denial System (ADS), conhecido como uma arma de energia dirigida ou, popularmente, como “raio de calor”.

O sistema foi desenvolvido para dispersar multidões sem a utilização de munição convencional. Diferentemente de um laser tradicional, o equipamento emite ondas eletromagnéticas de alta frequência, capazes de aquecer rapidamente a superfície da pele humana.

A exposição provoca uma sensação intensa de calor e dor, fazendo com que a pessoa tente se afastar imediatamente da área atingida.

Embora seja classificado pelas autoridades militares como uma arma não letal, o equipamento já esteve associado a episódios de queimaduras de segundo grau durante testes, o que levanta questionamentos sobre sua segurança.

De acordo com as informações divulgadas, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, autorizou o empréstimo temporário do equipamento ao DHS por um período de sete meses.

A medida abre caminho para avaliações sobre sua possível utilização em operações de controle de fronteira, especialmente em situações envolvendo grupos de pessoas tentando atravessar irregularmente para os Estados Unidos.

O alcance do sistema pode chegar a aproximadamente um quilômetro, dependendo da versão utilizada e das condições de operação.

A possibilidade de empregar essa tecnologia em operações migratórias desperta preocupações sobre o uso da força contra pessoas que buscam atravessar a fronteira, incluindo famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade.

Apesar de ser apresentada como uma alternativa às armas convencionais, a tecnologia não está livre de riscos. O sistema foi projetado para provocar dor intensa por meio do aquecimento superficial da pele, sem necessariamente causar lesões permanentes. Entretanto, exposições inadequadas ou prolongadas podem representar riscos de queimaduras.

A classificação como arma não letal também não significa que sua utilização seja completamente segura em todas as circunstâncias.

Especialistas em direitos humanos e segurança pública têm motivos para questionar os critérios de utilização de equipamentos desse tipo, principalmente quando empregados contra populações civis.

É importante destacar que a autorização para realização de testes não significa que o equipamento já esteja sendo utilizado contra imigrantes na fronteira.

Até o momento, as informações divulgadas não confirmam operações nas quais agentes norte-americanos tenham empregado essa tecnologia para atingir pessoas que tentavam entrar nos Estados Unidos.

Também não há confirmação de que o governo tenha aprovado sua utilização operacional permanente.

A iniciativa, entretanto, representa uma possível mudança nos recursos tecnológicos disponíveis para as autoridades responsáveis pela segurança das fronteiras.

O assunto ganha relevância em meio ao endurecimento das políticas migratórias norte-americanas e ao debate sobre os limites do uso da força nas operações de fiscalização.

Caso o equipamento seja efetivamente incorporado às operações de fronteira, sua utilização deverá levantar novos debates sobre segurança, proporcionalidade e respeito aos direitos humanos dos imigrantes.

Fonte: Brazilian Times

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