Caso avance, a iniciativa poderá marcar uma das maiores expansões já consideradas na infraestrutura de detenção migratória dos Estados Unidos, com impacto direto sobre a política de imigração e o ritmo das deportações no país.
Publicidade
EUA avaliam construir “armazéns” para prender imigrantes em grandes centros regionais
A administração federal dos Estados Unidos analisa um redesenho profundo da política de custódia de imigrantes, que pode resultar na criação de enormes instalações regionais, semelhantes a grandes armazéns, voltadas exclusivamente ao processamento e à deportação. Informações obtidas pelo The Washington Post indicam que o plano prevê o uso de galpões industriais adaptados para abrigar milhares de pessoas simultaneamente.
De acordo com o material preliminar, cada unidade teria capacidade para receber entre 5 mil e 10 mil imigrantes, o que elevaria o número total de detidos para mais de 80 mil em todo o país. Esses espaços funcionariam como pontos estratégicos dentro de uma nova cadeia logística de remoção migratória.
A proposta estabelece que, após a prisão, os imigrantes passariam por centros iniciais de triagem e processamento por um período limitado. Em seguida, seriam transferidos para essas bases regionais, onde aguardariam a conclusão dos trâmites legais e a execução das deportações. A estratégia busca eliminar o atual sistema disperso, no qual detidos são enviados a diferentes estados conforme a disponibilidade de vagas.
Autoridades envolvidas no projeto avaliam que o modelo em vigor gera deslocamentos constantes, altos custos operacionais e dificuldades de coordenação. O novo formato, mais concentrado, pretende padronizar procedimentos, reduzir o tempo de permanência sob custódia e tornar o processo mais eficiente.
O documento ainda está em fase inicial e não representa uma decisão final. O ICE planeja submeter o rascunho a empresas privadas que operam centros de detenção, com o objetivo de colher sugestões técnicas, avaliar a capacidade do setor e ajustar o projeto antes da divulgação oficial.
Caso avance, a iniciativa poderá marcar uma das maiores expansões já consideradas na infraestrutura de detenção migratória dos Estados Unidos, com impacto direto sobre a política de imigração e o ritmo das deportações no país.




