A família de Jean Wilson Brutus cobra respostas das autoridades federais após a morte do imigrante de 41 anos, ocorrida um dia depois de ele ser colocado sob custódia do Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), no centro de detenção Delaney Hall, em Newark (New Jersey).
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Família cobra explicações após morte de imigrante sob custódia do ICE em Nova Jersey
A família de Jean Wilson Brutus cobra respostas das autoridades federais após a morte do imigrante de 41 anos, ocorrida um dia depois de ele ser colocado sob custódia do Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), no centro de detenção Delaney Hall, em Newark (New Jersey).
De acordo com familiares, Brutus não apresentava problemas de saúde antes de ser detido. Segundo ele, a família ainda tenta entender as circunstâncias da morte.
O ICE confirmou que o imigrante, natural do Haiti, morreu no dia 12 de dezembro após sofrer o que a agência classificou como uma “emergência médica”. Em nota oficial, o órgão informou que o detento não apresentava sinais de sofrimento durante o processo de admissão nem histórico conhecido de problemas cardiovasculares. Ainda segundo o ICE, equipes de emergência foram acionadas, realizaram manobras de salvamento e encaminharam Brutus ao University Hospital, em Newark, onde o óbito foi declarado.
A família, no entanto, contesta a versão oficial e afirma que Brutus entrou sob custódia do ICE em boas condições de saúde.
O centro de detenção Delaney Hall tem sido alvo de atenção pública ao longo do ano. Em maio, o prefeito de Newark, Ras Baraka, chegou a ser detido no local sob acusação de invasão, sendo liberado pouco tempo depois. Após a morte de Brutus, Baraka divulgou uma nota classificando o caso como “perturbador” e afirmando que o episódio levanta “uma série de questões preocupantes”.
No último fim de semana, ativistas e defensores dos direitos dos imigrantes realizaram um protesto em frente ao centro de detenção, pedindo o fechamento da unidade e maior transparência.
De acordo com o ICE, Brutus foi colocado sob custódia federal após ser liberado da cadeia do condado de Union, em Elizabeth, Nova Jersey, onde havia sido detido por uma acusação de dano à propriedade, classificada como “criminal mischief”. Autoridades federais também alegam que ele possuía prisões anteriores por invasão de propriedade. A família afirma desconhecer esses antecedentes.
O ICE informou ainda que Brutus entrou nos Estados Unidos em 20 de junho de 2023 e foi autorizado a permanecer no país de forma provisória enquanto aguardava o andamento de seu processo imigratório. Segundo a família, ele buscava asilo e vivia sob os cuidados de parentes. Belony relatou que o primo enfrentava um período de fragilidade emocional após a recente morte da mãe.
O advogado da família, Joseph Makhandal Champagne, afirmou que o ponto central do caso é a responsabilidade das autoridades. “Jean Wilson Brutus entrou sob custódia do ICE vivo e saiu morto. Ele não apresentava sinais de emergência médica ou qualquer problema de saúde”, declarou.
Champagne informou que a família está avaliando todas as medidas legais cabíveis para esclarecer o caso e buscar responsabilização pela morte ocorrida sob custódia federal.




