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Revista Brazilian Times # 83
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Familiares de general iraniano morto levavam vida de luxo nos EUA antes de serem detidos pelo ICE

Autoridades americanas afirmam que Hamideh utilizava suas redes para promover propaganda do regime iraniano

Duas parentes do general iraniano Qasem Soleimani, morto em 2020 durante uma operação militar dos Estados Unidos, foram detidas por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) em Los Angeles, após terem seus status legais revogados pelo governo americano.

Segundo autoridades, Hamideh Soleimani Afshar — apontada como sobrinha do militar — e sua filha, Sarinasadat Hosseiny, viviam nos Estados Unidos com green card e mantinham um estilo de vida considerado luxuoso, amplamente divulgado nas redes sociais.

Vida de luxo e polêmicas

De acordo com o Departamento de Estado, as duas levavam uma rotina marcada por viagens, festas, roupas de grife e ostentação, especialmente na cidade de Los Angeles. Imagens publicadas nas redes sociais mostravam passeios por destinos turísticos, eventos e experiências de alto padrão.

Apesar disso, autoridades americanas afirmam que Hamideh utilizava suas redes para promover propaganda do regime iraniano, além de elogiar ações militares contra forças dos Estados Unidos e criticar o país, chegando a chamá-lo de “Grande Satã”.

Green card revogado e risco de deportação

O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou que o governo decidiu revogar a residência permanente das duas por questões de segurança nacional. Elas agora estão sob custódia das autoridades migratórias e podem ser deportadas nos próximos dias.

Segundo o governo, o caso faz parte de uma ação mais ampla para retirar dos Estados Unidos indivíduos com ligações a regimes considerados hostis ao país.

Contradição exposta

O caso chama atenção pela contradição apontada pelas autoridades: enquanto defendiam publicamente o governo iraniano — frequentemente crítico aos valores ocidentais —, mãe e filha desfrutavam de liberdade e conforto nos Estados Unidos.

A repercussão ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, intensificadas nas últimas semanas por confrontos indiretos e ameaças militares na região do Oriente Médio.

Caso segue em andamento

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a data da possível deportação. As investigações continuam, e o episódio deve ter novos desdobramentos, especialmente diante do atual cenário geopolítico envolvendo EUA, Irã e aliados.

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