O Super Bowl LX, marcado para o dia 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, tem atraído atenção por motivos que vão além do futebol americano. Autoridades federais confirmaram que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) atuarão de forma visível dentro e no entorno do estádio durante o evento.
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ICE confirma que agentes atuarão no Super Bowl LX
O Super Bowl LX, marcado para o dia 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, tem atraído atenção por motivos que vão além do futebol americano. Autoridades federais confirmaram que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) atuarão de forma visível dentro e no entorno do estádio durante o evento.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), a operação faz parte de uma diretriz direta da Presidência e não será suspensa por conta do Super Bowl — considerado o maior evento esportivo anual dos Estados Unidos, que reúne mais de 70 mil torcedores presencialmente e milhões de espectadores ao redor do mundo.
A confirmação ocorre em meio a declarações do presidente Donald Trump, que afirmou publicamente que pretende boicotar o jogo. O presidente também fez críticas duras às atrações do show do intervalo e às apresentações de abertura, reforçando seu discurso de oposição a elementos culturais e artísticos associados ao evento.
Embora o DHS afirme que a presença do ICE segue protocolos padrão de segurança nacional para grandes eventos, organizações de direitos civis e lideranças comunitárias expressaram preocupação com o impacto da operação sobre imigrantes e famílias em situação migratória sensível, especialmente em um ambiente de lazer e grande concentração de público.
Especialistas apontam que a visibilidade da atuação do ICE em um evento dessa magnitude pode ter efeito intimidatório, desencorajando a presença de comunidades imigrantes — inclusive pessoas com status legal — e ampliando tensões em um momento já marcado por forte polarização política no país.
Até o momento, o governo federal não detalhou quantos agentes estarão mobilizados nem quais critérios serão adotados para abordagens, limitando-se a afirmar que a operação visa “garantir a segurança pública” e que não haverá interrupção das atividades de fiscalização migratória durante o Super Bowl.
O episódio reforça como o maior espetáculo esportivo dos Estados Unidos se tornou, mais uma vez, palco de disputas políticas, culturais e institucionais que extrapolam o campo e refletem os rumos do debate migratório no país.
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