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Revista Brazilian Times # 86
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Imigrante com residência legal é detido por 27 dias em prisão do Alabama com ordem de detenção do ICE vencida

Até o momento, nem o ICE nem o escritório do xerife de Autauga comentaram publicamente o caso.


Um imigrante residente legal permanente dos Estados Unidos foi mantido por 27 dias em uma prisão do Alabama com base em uma ordem de detenção do ICE (Imigração e Alfândega) que já havia expirado, de acordo com uma ação judicial movida em um tribunal federal.

Ricardo Villalta foi preso em 27 de janeiro de 2024, sob a acusação de embriaguez em local público, em um posto de gasolina na cidade de Prattville. Após a detenção, ele foi levado para o Autauga County Metro Jail, onde foi fichado pelo escritório do xerife local.

Segundo a ação, ainda na prisão, Villalta foi colocado ao telefone com um agente federal de imigração, a quem forneceu informações como número do Seguro Social, data de nascimento e número de telefone. Ele também afirmou claramente possuir status legal de residência permanente nos EUA.

Apesar disso, o processo alega que o ICE emitiu uma detenção (detainer) contra Villalta sem causa provável, e que a permanência dele na prisão se deu exclusivamente por uma interpretação incorreta – ou até intencionalmente enganosa – dessa detenção por parte das autoridades locais. A família de Villalta teria sido informada de que ele estava sendo mantido sob ordens do ICE, mesmo após o vencimento do documento.

A denúncia destaca que a prisão prolongada violou os direitos constitucionais de Villalta, inclusive os garantidos pela Quarta Emenda, que protege contra detenções ilegais.

“A conduta dos agentes do condado de Autauga não apenas ignorou o status legal de Villalta, como também resultou em uma prisão prolongada e injustificada, causando sofrimento pessoal e danos familiares”, afirma um trecho do processo.

Casos como o de Villalta reacendem o debate sobre o uso de detainers por parte do ICE e a cooperação entre autoridades locais e federais em estados onde as leis de imigração têm gerado controvérsias. A defesa do imigrante argumenta que a prisão foi baseada em discriminação e desinformação, e busca indenização por danos causados durante a detenção indevida.

Até o momento, nem o ICE nem o escritório do xerife de Autauga comentaram publicamente o caso.

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