O caso segue sob investigação e deve avançar nas próximas semanas no sistema judicial, enquanto provoca reações intensas tanto na esfera política quanto entre comunidades locais.
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Imigrante indocumentado é acusado de matar mãe a martelada em posto de gasolina na Flórida
Um caso de extrema violência registrado em Fort Myers, no estado da Flórida, está gerando forte repercussão e reacendendo o debate sobre políticas migratórias nos Estados Unidos. Um imigrante haitiano em situação irregular foi acusado de assassinar uma mulher com golpes de martelo dentro de um posto de gasolina.
De acordo com informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês), o suspeito, identificado como Rolbert Joachim, foi preso com apoio do Departamento de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, sigla em inglês), após ação conjunta com a polícia local.
O crime ocorreu no dia 3 de abril, quando policiais de Fort Myers responderam a uma chamada de emergência em um posto de gasolina. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o suspeito teria quebrado o para-brisa do carro da vítima, se aproximado e desferido múltiplos golpes de martelo na cabeça da mulher, que não resistiu aos ferimentos. A vítima trabalhava como atendente no local.
Após o ataque, as autoridades iniciaram buscas pelo suspeito e acionaram o ICE para auxiliar na localização. Joachim foi encontrado posteriormente na Mango Street, ainda em Fort Myers, e detido.
Segundo o DHS, o acusado entrou nos Estados Unidos em agosto de 2022 e foi liberado no país. Ainda naquele ano, um juiz federal teria determinado sua deportação. No entanto, ele recebeu o chamado Status de Proteção Temporária (TPS), que, conforme o relatório, expirou em 2024.
O caso também ganhou contornos políticos. Em nota, a secretária assistente interina do DHS, Lauren Bis, criticou duramente as políticas migratórias do governo federal, afirmando que decisões consideradas “imprudentes” contribuíram para o desfecho trágico. Já o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, declarou que o crime “poderia ter sido evitado” e associou o episódio ao que classificou como falhas na gestão das fronteiras.
O ICE informou que emitiu uma ordem de detenção contra o suspeito, indicando que ele deverá ser deportado independentemente do resultado do processo criminal.
O caso segue sob investigação e deve avançar nas próximas semanas no sistema judicial, enquanto provoca reações intensas tanto na esfera política quanto entre comunidades locais.
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