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Revista Brazilian Times # 86
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Imigrante trans confessa abuso de adolescente em Nova York e pode ser libertada após acordo judicial

A expectativa agora gira em torno da sentença final e da possível atuação das autoridades migratórias, que poderão determinar se a acusada será mantida sob custódia ou deportada após a conclusão do processo judicial.


Um caso de abuso sexual envolvendo um adolescente em Nova York voltou ao centro das discussões após a confirmação de um acordo judicial que pode resultar na libertação da acusada sem cumprimento adicional de pena.

Nicol Alexandra Contreras-Suarez, de 31 anos, imigrante transgênero colombiana, declarou-se culpada por estupro em segundo grau após ser acusada de abusar sexualmente de um jovem de 14 anos dentro de uma bodega no bairro de East Harlem, em fevereiro de 2025, segundo informações divulgadas por veículos da imprensa local.

Inicialmente, a acusada enfrentava acusações mais graves, incluindo estupro em primeiro grau contra menor de idade e perseguição. No entanto, após a confissão, foi firmado um acordo que prevê uma pena de seis meses de prisão.

De acordo com as autoridades, Contreras-Suarez deve receber crédito pelo tempo já cumprido, o que pode resultar em sua liberação imediata na audiência de sentença marcada para o dia 27 de abril, caso não haja intervenção das autoridades federais de imigração.

O escritório do promotor informou que espera que, após a condenação por crime grave, a acusada permaneça sob custódia e seja submetida a processo de deportação.

Segundo os promotores, o crime ocorreu quando a acusada seguiu o adolescente até o interior de um estabelecimento comercial nas proximidades do Thomas Jefferson Park, onde teria ocorrido o abuso. Após o incidente, o jovem conseguiu pedir ajuda a pessoas que estavam na região, e a suspeita foi presa no dia seguinte.

O acordo judicial foi firmado com o apoio da família da vítima, com o objetivo de evitar que o adolescente tivesse que testemunhar em tribunal, o que poderia gerar maior impacto emocional.

Autoridades federais também informaram que, no momento da prisão, a acusada já enfrentava outras acusações em Massachusetts, incluindo casos relacionados a prostituição, roubo e porte de armas.

O caso também reacende o debate sobre a relação entre políticas locais de imigração e a atuação de autoridades federais. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), a acusada havia sido anteriormente liberada devido a políticas locais que limitam a cooperação com agentes federais de imigração.

A expectativa agora gira em torno da sentença final e da possível atuação das autoridades migratórias, que poderão determinar se a acusada será mantida sob custódia ou deportada após a conclusão do processo judicial.

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