“Não sei mais se ser juíza de imigração ainda é meu sonho”, desabafou Peyton. “Mas é essencial que a população americana saiba o que está acontecendo dentro dos tribunais de imigração. O Departamento de Justiça de 2016 não é o mesmo de hoje.”
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Jennifer Peyton, ex-juíza de imigração, decide reagir após demissão sem explicação
Jennifer Peyton, ex-juíza supervisora de imigração, está entre os magistrados que decidiram não se calar após serem demitidos pelo governo Trump. Em entrevista à Associated Press, ela afirmou que recebeu uma carta de demissão com apenas três frases, sem qualquer justificativa oficial. “Eu amava meu trabalho e era muito boa no que fazia”, declarou.
Nomeada juíza em 2016, Peyton considerava o cargo seu “emprego dos sonhos”. Posteriormente, foi promovida a juíza-chefe assistente em Chicago, onde atuava orientando e supervisionando outros juízes, além de receber visitantes nos tribunais com frequência. Segundo ela, seu desempenho sempre foi exemplar e não havia qualquer registro de sanção disciplinar.
Ela planeja entrar com recurso no Conselho de Proteção do Sistema de Mérito (Merit Systems Protection Board), órgão federal independente que também vem sendo pressionado pela atual administração. Entre as possíveis razões para sua demissão, Peyton cita sua inclusão em uma lista de “vigilância burocrática”, criada por um grupo conservador que acusa servidores públicos de se oporem à agenda de Trump.
Outro fator que pode ter influenciado sua saída, segundo Peyton, foi a visita que organizou para o senador democrata Dick Durbin ao tribunal. O senador classificou a demissão como um “abuso de poder” e ressaltou que visitas como essa fazem parte de suas funções parlamentares.
“Não sei mais se ser juíza de imigração ainda é meu sonho”, desabafou Peyton. “Mas é essencial que a população americana saiba o que está acontecendo dentro dos tribunais de imigração. O Departamento de Justiça de 2016 não é o mesmo de hoje.”




