A morte do imigrante Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, ocorrida em um centro de detenção de imigrantes no Texas, foi oficialmente classificada como homicídio, segundo laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal do Condado de El Paso. A informação foi revelada pelo jornal The Washington Post e levanta novos questionamentos sobre as circunstâncias do óbito sob custódia das autoridades migratórias dos Estados Unidos.
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Laudo oficial desmente ICE e afirma que morte de imigrante em centro de detenção no Texas foi homicídio
A morte do imigrante Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, ocorrida em um centro de detenção de imigrantes no Texas, foi oficialmente classificada como homicídio, segundo laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal do Condado de El Paso. A informação foi revelada pelo jornal The Washington Post e levanta novos questionamentos sobre as circunstâncias do óbito sob custódia das autoridades migratórias dos Estados Unidos.
Lunas Campos estava detido no Camp East Montana, em El Paso, unidade administrada pelo Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês). De acordo com o relatório pericial, a causa da morte foi asfixia provocada por compressão no pescoço e no tronco, indicando o emprego de força física durante uma intervenção de custódia. O falecimento ocorreu após uma interação com agentes do centro, pouco depois de o detento ter sido colocado em confinamento solitário.
Relatos de outros detentos reforçam a gravidade do episódio. Um imigrante que afirmou ter presenciado os fatos declarou que Lunas Campos pedia por sua medicação no momento da abordagem, sugerindo que enfrentava um problema de saúde que exigia atendimento. Outro detento afirmou que o cubano teria sido imobilizado e sufocado por agentes da unidade, versão que diverge das explicações iniciais apresentadas pelas autoridades.
Após a morte, o Departamento de Segurança Interna (DHS) divulgou informações contraditórias sobre as circunstâncias do ocorrido, o que ampliou questionamentos sobre a condução do caso e a transparência das apurações. As inconsistências passaram a ser observadas por organizações de direitos humanos e entidades que acompanham as condições de custódia de imigrantes no país.
O caso reacende o debate sobre as condições de detenção, o acesso a cuidados médicos e os protocolos de uso da força em centros administrados pelo governo federal. Até o momento, não há confirmação pública sobre a responsabilização criminal ou administrativa dos agentes envolvidos, nem sobre eventuais mudanças nos procedimentos da unidade após a morte de Geraldo Lunas Campos.




