Uma menina de apenas cinco anos, cidadã dos Estados Unidos, foi deportada para Honduras no dia 11 de janeiro junto com a mãe, apesar de ter nascido em solo americano. Génesis Ester Gutiérrez Castellanos nunca havia vivido fora dos EUA e foi retirada do país em uma ação conduzida por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
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Menina americana de 5 anos é deportada para Honduras em meio à ofensiva migratória do governo Trump
Uma menina de apenas cinco anos, cidadã dos Estados Unidos, foi deportada para Honduras no dia 11 de janeiro junto com a mãe, apesar de ter nascido em solo americano. Génesis Ester Gutiérrez Castellanos nunca havia vivido fora dos EUA e foi retirada do país em uma ação conduzida por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
A deportação ocorreu com base em uma ordem administrativa contra a mãe, Karen Guadalupe Gutiérrez Castellanos, emitida em 2019, antes do nascimento da criança. Segundo o relato da mãe, os agentes ignoraram repetidamente a informação de que a filha era cidadã americana.
Mãe e filha ficaram detidas por quase uma semana em um hotel, longe de casa, sem acesso a advogado ou audiência judicial, antes de serem enviadas ao país centro-americano. Especialistas em imigração apontam possíveis violações processuais no caso e alertam para um padrão preocupante envolvendo detenções de crianças.
Karen vivia nos Estados Unidos desde 2018, após deixar Honduras em busca de melhores condições de vida. Em 2020, deu à luz Génesis e passou a criar a filha cercada por familiares. A mãe afirma ter sido vítima de violência doméstica e aguardava a análise de um pedido de visto humanitário, ainda pendente devido ao acúmulo de processos.
O episódio teve início após uma ocorrência policial em Austin, no Texas, quando agentes locais notificaram o ICE sobre um mandado administrativo. A família relata que a detenção dificultou o contato com advogados e parentes, o que comprometeu o direito à defesa.
Agora em Honduras, Karen tomou a decisão de enviar a filha de volta aos Estados Unidos com um parente, para que a menina possa retomar a vida escolar e familiar. “Será a maior dor da minha vida, mas faço isso pelo futuro dela”, afirmou.
O caso reacende o debate sobre as políticas migratórias do governo Trump, que tem intensificado deportações e tentou, sem sucesso, acabar com a cidadania por nascimento. Especialistas alertam que milhões de crianças americanas vivem hoje sob o risco de separação familiar em razão da situação migratória de seus pais.




