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Revista Brazilian Times # 83
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Projeto bipartidário de reforma imigratória ganha força na Câmara dos EUA

Um novo esforço bipartidário para aprovar uma reforma abrangente da imigração nos Estados Unidos voltou à pauta da Câmara dos Deputados. O projeto, conhecido como Lei da Dignidade (The Dignity Act), é patrocinado pela deputada Veronica Escobar (Democrata do Texas) e pela deputada Maria Elvira Salazar (Republicana da Flórida).

Um novo esforço bipartidário para aprovar uma reforma abrangente da imigração nos Estados Unidos voltou à pauta da Câmara dos Deputados. O projeto, conhecido como Lei da Dignidade (The Dignity Act), é patrocinado pela deputada Veronica Escobar (Democrata do Texas) e pela deputada Maria Elvira Salazar (Republicana da Flórida).

A proposta busca oferecer uma solução intermediária para milhões de imigrantes indocumentados que vivem no país há anos. A nova versão do projeto inclui ajustes estratégicos com o objetivo de conquistar apoio de parlamentares de ambos os partidos.

“Durante 40 anos, presidentes e congressos ignoraram a realidade de milhões de pessoas vivendo ilegalmente no país, muitas delas trabalhando em setores essenciais da economia. A Lei da Dignidade oferece uma solução de bom senso: status legal – não cidadania – para quem trabalha, paga impostos e contribui com os EUA”, afirmou Salazar em nota enviada à imprensa.

Entre os principais pontos da proposta estão o fortalecimento da segurança nas fronteiras, a ampliação do uso obrigatório do sistema E-Verify para checagem de status imigratório de trabalhadores, e a criação de um status temporário de sete anos para imigrantes indocumentados. Durante esse período, os beneficiados pagariam uma multa de US$ 5.000 e poderiam continuar trabalhando legalmente no país, sem acesso direto à cidadania.

Salazar também buscou tranquilizar a base conservadora ao explicar que o projeto não entra em conflito com políticas imigratórias do presidente Donald Trump.

“Acredito que o presidente prometeu que os imigrantes criminosos seriam deportados. Mas há um outro grupo – em sua maioria hispânico – que vive aqui há mais de cinco anos, sem ficha criminal, e que merece dignidade”, disse ela durante participação no programa Fox & Friends.

A deputada Veronica Escobar defendeu a proposta como uma medida necessária para o equilíbrio econômico e social do país. “A maioria dos imigrantes são trabalhadores cumpridores da lei. Os norte-americanos reconhecem que é do interesse do país encontrar soluções bipartidárias para a imigração”, declarou.

Apresentado originalmente em 2023, o projeto não chegou a ser votado no plenário da Câmara. Atualmente, conta com 18 co-patrocinadores de ambos os partidos e foi retomado com base em mudanças no cenário político e na opinião pública.

Organizações como a FWD.us, que defendem direitos de imigrantes, expressaram apoio à proposta. O presidente da entidade, Todd Schulte, destacou que a Lei da Dignidade contrasta com políticas recentes de deportações em massa e retirada de autorizações de trabalho.

Além disso, um grupo de líderes evangélicos enviou uma carta ao Congresso manifestando apoio ao projeto. Em nota, a Evangelical Immigration Table declarou que a proposta está alinhada com os princípios cristãos e com o respeito à lei.

“Agora temos a oportunidade e a responsabilidade de garantir uma solução justa e humana para o status de imigrantes que são parte de nossas comunidades e igrejas”, afirmou Walter Kim, presidente da Associação Nacional de Evangélicos.

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