O estado do Tennessee está prestes a se tornar o primeiro dos Estados Unidos a exigir que todos os condados participem diretamente de ações federais de imigração. A Câmara estadual aprovou o projeto conhecido como House Bill 2219, que obriga os xerifes locais a firmarem acordos com o Departamento de Imigração Enforcement (ICE, sigla em inglês), sob pena de perda de financiamento público.
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Tennessee avança com lei que pode obrigar xerifes a cooperar com o ICE sob risco de perda de recursos
O estado do Tennessee está prestes a se tornar o primeiro dos Estados Unidos a exigir que todos os condados participem diretamente de ações federais de imigração. A Câmara estadual aprovou o projeto conhecido como House Bill 2219, que obriga os xerifes locais a firmarem acordos com o Departamento de Imigração Enforcement (ICE, sigla em inglês), sob pena de perda de financiamento público.
A proposta determina que os departamentos de polícia dos condados integrem o programa federal 287(g), mecanismo que permite a autoridades locais atuarem em cooperação direta com agentes federais na aplicação das leis de imigração. Até então, a adesão ao programa era voluntária — e amplamente debatida em diferentes estados.
Com a nova medida, caso sancionada integralmente, os condados que se recusarem a participar poderão sofrer sanções financeiras, incluindo o bloqueio de repasses estaduais destinados aos escritórios dos xerifes. A iniciativa representa um endurecimento significativo da política migratória em nível estadual.
Defensores do projeto afirmam que a medida reforça a segurança pública e fortalece o combate à imigração irregular, alinhando as autoridades locais às diretrizes federais. O avanço ocorre em um cenário político influenciado pela agenda migratória associada ao ex-presidente Donald Trump, que tem defendido maior rigor nas deportações.
Por outro lado, a proposta enfrenta forte resistência de grupos de direitos civis, líderes comunitários e parte das autoridades locais. Críticos argumentam que a obrigatoriedade pode gerar medo entre imigrantes, dificultar a cooperação com a polícia e comprometer investigações criminais, além de expor os condados a possíveis disputas judiciais.
Especialistas também alertam para o impacto prático da medida, que pode ampliar o número de detenções relacionadas ao status migratório e acelerar processos de deportação. A exigência de participação universal no programa 287(g) é vista como um precedente que pode influenciar outros estados a adotarem políticas semelhantes.
O projeto agora segue para as próximas etapas legislativas e, caso seja sancionado, poderá redefinir o papel das forças de segurança locais na política migratória dos Estados Unidos.
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