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Revista Brazilian Times # 86
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Trump anuncia saída de agentes de imigração de Minneapolis após segunda morte e envia Tom Homan para supervisionar operações

Em publicação na rede Truth Social, Trump anunciou ainda o envio do seu “czar da fronteira”, Tom Homan, para acompanhar de perto as operações no estado.

Da redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) deixarão a cidade de Minneapolis após o segundo episódio fatal envolvendo forças federais de imigração neste mês. A declaração ocorre em meio a protestos e crescente tensão política no estado de Minnesota.

Em publicação na rede Truth Social, Trump anunciou ainda o envio do seu “czar da fronteira”, Tom Homan, para acompanhar de perto as operações no estado. Segundo o presidente, Homan “não esteve envolvido naquela área”, mas conhece e mantém boa relação com integrantes das forças locais. “Tom é duro, mas justo, e responderá diretamente a mim”, escreveu.

A movimentação é vista nos bastidores como um possível desafio à autoridade da secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, que enfrenta pressão crescente por sua condução das ações de imigração no Meio-Oeste. Não está claro, até o momento, qual será exatamente o papel de Homan nem quais poderes terá em relação ao DHS.

Trump já havia indicado anteriormente que a presença de agentes federais em Minneapolis seria temporária, embora sem detalhar prazos. “Em algum momento, vamos sair”, disse, ao mesmo tempo em que elogiou o trabalho dos agentes federais. Sobre o episódio que desencadeou os protestos, o presidente afirmou que o governo está analisando as circunstâncias. “Estamos revisando tudo e chegaremos a uma determinação”, declarou.

O caso envolve a morte de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, baleado por um agente da Patrulha de Fronteira durante um protesto. Trump criticou o fato de Pretti estar armado. “Não gosto de nenhum tiroteio… mas também não gosto quando alguém vai a um protesto com uma arma muito poderosa, totalmente carregada”, afirmou.

Em outra frente, o presidente anunciou a abertura de uma investigação de grande escala sobre supostas fraudes em programas de assistência social em Minnesota, estimadas por ele em mais de US$ 20 bilhões. Trump vinculou a apuração às manifestações em curso. “Separadamente, uma grande investigação está em andamento a respeito da fraude massiva em benefícios sociais que ocorreu em Minnesota e que é, ao menos em parte, responsável pelos protestos violentos e organizados nas ruas”, escreveu.

Trump também afirmou que autoridades federais analisam as finanças da deputada Ilhan Omar, sem apresentar provas públicas. “O Departamento de Justiça e o Congresso estão analisando a congressista Ilhan Omar… o tempo dirá tudo”, disse.

A morte de Pretti gerou condenação em diferentes espectros políticos. Senadores democratas, liderados pelo líder da minoria Chuck Schumer, ameaçaram barrar o financiamento do DHS em resposta aos episódios recentes. Do lado republicano, a deputada Marjorie Taylor Greene, ex-aliada de Trump, alertou que a situação pode escalar para um cenário de conflito civil.

Diante da crise, Trump voltou a pressionar governadores e prefeitos democratas a cooperarem com as ações federais de imigração e cobrou do Congresso a aprovação de leis que ponham fim às chamadas “cidades-santuário”. “Vamos deixar um grupo diferente de pessoas lá para lidar com a fraude financeira”, acrescentou o presidente, sem detalhar como se dará essa nova fase da operação.

Enquanto isso, Minneapolis permanece sob clima de instabilidade, com investigações em curso, protestos nas ruas e incertezas sobre os próximos passos do governo federal na região.

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