O caso reacende o alerta sobre violência doméstica e o impacto devastador desses crimes dentro do ambiente familiar, especialmente quando envolvem menores de idade como testemunhas diretas da violência.
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Audiência de brasileiro indiciado por assassinato da esposa em Long Island é marcada para 25 de março
Um brasileiro foi formalmente indiciado nesta segunda-feira (12) pelo assassinato da própria esposa em um caso descrito pelas autoridades como um brutal episódio de violência doméstica que terminou em tragédia. A vítima foi identificada como Adriana Barbosa. O acusado, Marcos Aurélio Marques Leal, de 57 anos, também brasileiro e residente legal nos Estados Unidos, teria tentado cometer suicídio após o crime, mas sobreviveu.
De acordo com o promotor do condado de Suffolk, Raymond A. Tierney, o crime ocorreu em 12 de fevereiro, na residência da vítima, localizada em Farmingdale, em Long Island (New York). Segundo a acusação, Marcos Aurélio utilizou um vaso de plantas para quebrar a entrada da casa da ex-companheira — contra quem havia uma ordem de proteção — antes de invadir o imóvel.
As investigações apontam que Adriana e a filha do casal, de 16 anos, tentaram se proteger trancando-se em um quarto e acionando o serviço de emergência pelo telefone 911. Ainda assim, o acusado teria conseguido arrombar a porta e atacado a esposa com golpes de faca na região da cabeça e do pescoço.
Durante a agressão, a adolescente tentou intervir para defender a mãe e acabou sofrendo cortes nas mãos. Segundo os promotores, o acusado tentou atingir a vítima evitando a filha, mas ainda assim a jovem ficou ferida ao tentar impedir o ataque.
Após esfaquear a esposa, Marcos Aurélio teria desferido golpes contra si próprio no pescoço e no abdômen. Ele foi socorrido com vida, assim como a filha, e ambos foram encaminhados ao Stony Brook University Hospital. Adriana Barbosa foi declarada morta pouco depois de dar entrada na unidade hospitalar.
Em nota, o promotor Tierney classificou o caso como “um ato horrendo de violência doméstica que tirou a vida de uma mulher inocente e mudou para sempre a vida de uma criança que testemunhou tudo”. Ele afirmou que o Ministério Público buscará justiça “com determinação inabalável”, mantendo as vítimas no centro do processo.
Marcos Aurélio responde por homicídio, invasão de domicílio, colocar em risco o bem-estar de uma criança e desacato criminal agravado por descumprimento de ordem judicial. Ele deverá retornar ao tribunal no dia 25 de março. Caso seja condenado, poderá enfrentar pena que varia de 25 anos à prisão perpétua.
O caso reacende o alerta sobre violência doméstica e o impacto devastador desses crimes dentro do ambiente familiar, especialmente quando envolvem menores de idade como testemunhas diretas da violência.




