Para analistas e organizações de fiscalização, os casos reforçam preocupações sobre segurança operacional e a necessidade de manter padrões rigorosos de treinamento — especialmente em um contexto em que agentes armados atuam regularmente em comunidades por todo o país.
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Três agentes do ICE dispararam contra eles mesmos durante treinamento
Documentos internos obtidos por meio da Lei de Liberdade de Informação (FOIA) revelam uma série de incidentes envolvendo o uso acidental de armas por agentes do Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês). Os registros, solicitados pelo grupo de fiscalização American Oversight e analisados pela revista Newsweek, indicam que três agentes dispararam contra si mesmos durante exercícios rotineiros de treinamento com armas de fogo em março de 2025.
De acordo com os documentos, os três episódios ocorreram em um intervalo de apenas dois dias. O primeiro caso foi registrado em 17 de março, em Baltimore, quando a arma de um agente disparou no momento em que ele a colocava no coldre. O tiro atingiu de raspão sua coxa direita.
No dia seguinte, dois outros agentes ficaram feridos em incidentes separados na Califórnia, ambos durante o mesmo tipo de exercício de treinamento. Assim como no primeiro caso, os disparos ocorreram durante o manuseio da arma ao guardá-la no coldre. Os três agentes sobreviveram e receberam atendimento médico, sendo liberados posteriormente.
Além desses episódios, os registros também mencionam um incidente distinto em que um taser foi acionado acidentalmente dentro de um escritório do ICE. O disparo atingiu apenas o carpete do local e não houve feridos.
Especialistas apontam que esse tipo de ocorrência, embora incomum, não é necessariamente restrito a agentes novatos. Um ex-diretor adjunto de escritório de campo aposentado da agência afirmou à Newsweek que cerca de 80% dos disparos acidentais estão relacionados a “erro do operador”, muitas vezes envolvendo profissionais experientes.
Os incidentes acontecem em meio a uma rápida expansão da força de trabalho do ICE. Em menos de um ano, a agência contratou mais de 12 mil novos funcionários, o que tem levantado questionamentos sobre a capacidade de treinamento e supervisão acompanhar o ritmo de crescimento.
Para analistas e organizações de fiscalização, os casos reforçam preocupações sobre segurança operacional e a necessidade de manter padrões rigorosos de treinamento — especialmente em um contexto em que agentes armados atuam regularmente em comunidades por todo o país.




