A comunidade brasileira que vive no bairro de Ironbound, em Newark (New Jersey), recebeu nesta semana um recado direto e tranquilizador do capitão Maik Alexandre, comandante do Terceiro Distrito Policial: imigrantes em situação indocumentada não devem temer procurar a polícia para denunciar crimes ou pedir ajuda. A declaração, feita durante uma entrevista ao repórter Francisco Sampa, busca dissipar um medo recorrente entre imigrantes que evitam acionar as autoridades por receio de repercussões migratórias.
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Comandante de polícia em Newark (NJ) assegura que denunciar crimes não envolve risco imigratório
A comunidade brasileira que vive no bairro de Ironbound, em Newark (New Jersey), recebeu nesta semana um recado direto e tranquilizador do capitão Maik Alexandre, comandante do Terceiro Distrito Policial: imigrantes em situação indocumentada não devem temer procurar a polícia para denunciar crimes ou pedir ajuda. A declaração, feita durante uma entrevista ao repórter Francisco Sampa, busca dissipar um medo recorrente entre imigrantes que evitam acionar as autoridades por receio de repercussões migratórias.
De acordo com o capitão Alexandre, o distrito policial não possui qualquer vínculo operacional com o Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês). Isso significa que informações fornecidas por vítimas, testemunhas ou qualquer membro da comunidade não são compartilhadas com órgãos federais responsáveis por ações de deportação. “Nosso compromisso é com a segurança pública. Queremos que todos, independentemente de status migratório, se sintam protegidos e à vontade para denunciar crimes”, afirmou o comandante.
A preocupação é real: muitos imigrantes, especialmente os recém-chegados ou aqueles que ainda não dominam o inglês, deixam de relatar agressões, furtos, fraudes e situações de risco por acreditar que o simples contato com a polícia pode colocá-los na mira das autoridades migratórias. Essa hesitação, segundo especialistas, acaba fortalecendo criminosos, que exploram justamente o medo e a vulnerabilidade dessa parcela da população.
Para reforçar o acesso aos serviços públicos, Alexandre destacou que o distrito conta com policiais treinados e capazes de atender em diversos idiomas, inclusive português e espanhol. O objetivo é eliminar barreiras de comunicação que muitas vezes dificultam a busca por ajuda. “Nossos agentes estão preparados para lidar com a diversidade cultural do Ironbound. Queremos que cada pessoa que entra no departamento se sinta compreendida e respeitada”, disse o capitão.
O comandante também enfatizou que a colaboração da comunidade é fundamental para reduzir a criminalidade no bairro, que é tradicionalmente conhecido por ser um dos mais multiculturais de Newark. Segundo ele, a polícia depende da confiança e do diálogo para identificar suspeitos, prevenir crimes e responder de maneira rápida a situações de emergência. Sem essa cooperação, casos importantes podem permanecer sem solução.
O recado do capitão Maik Alexandre reforça uma mensagem já defendida por diversas autoridades locais: segurança pública não depende de status migratório, e todos têm o direito — e a proteção — de buscar a polícia quando necessário. A orientação é clara: quem vive em Ironbound, independentemente da sua condição legal, pode e deve denunciar crimes sem medo.
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