Se o seu filho pequeno aponta para o próprio corpo e pergunta o nome de cada parte, ele não está sendo precoce. Está fazendo exatamente o que uma criança saudável faz: tentando entender o mundo através do próprio corpo.
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Coluna Jhenny Educar: O nome certo pode salvar seu filho
Se o seu filho pequeno aponta para o próprio corpo e pergunta o nome de cada parte, ele não está sendo precoce. Está fazendo exatamente o que uma criança saudável faz: tentando entender o mundo através do próprio corpo.
A sexualidade infantil existe desde o nascimento! Não como sexo, mas como afeto, curiosidade e descoberta. É a criança que gosta de colo, que explora o próprio corpo, que pergunta de onde vêm os bebês. Isso é desenvolvimento. Não é deformação, nem antecipação de algo que deveria vir “só depois”.
O problema nunca foi a criança ser curiosa. O problema é o silêncio dos adultos diante dessa curiosidade.
Quando não nomeamos o corpo com clareza ou quando usamos apelidos, evasivas ou trocamos pênis e vulva por “pipi” e “perereca”, não estamos protegendo a inocência da criança. Estamos, sem perceber, deixando uma lacuna. E é exatamente nessa lacuna que o silêncio se torna terreno fértil para o abusador.
Educação sexual infantil não é falar sobre sexo com criança. É oferecer informação sobre o corpo, as emoções e os sentimentos, de um jeito adequado à idade. É dar nome aos órgãos genitais com a mesma naturalidade com que se ensina “cotovelo” ou “joelho”. É construir, desde cedo, uma imagem positiva e saudável do próprio corpo.
Isso muda, e muito, quando alguém tenta ultrapassar um limite.
A criança que conhece o nome correto das partes do corpo consegue contar o que aconteceu com clareza, em vez de ficar perdida tentando explicar com palavras que não tem. A criança que sabe que seu corpo é só dela consegue reconhecer quando alguém está fazendo algo que não deveria.
Nomear não antecipa.
Nomear protege.
Cada fase da infância tem sua própria forma de curiosidade, como explorar o próprio corpo, perguntar sobre diferenças, ter pudor a partir dos 6 anos, fazer perguntas mais elaboradas na pré-adolescência. Tudo isso é esperado. O papel do adulto não é se assustar com a pergunta. É responder com verdade, no tamanho que a criança consegue compreender.
Quando o adulto se cala, a criança não para de ser curiosa. Ela só vai buscar a resposta em outro lugar e quase sempre esse lugar não é seguro.
Proteger uma criança começa na forma como você cuida de você.
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