Especialistas ressaltam que, embora relatos como o divulgado possam contribuir para o avanço das investigações, é fundamental que todas as acusações sejam devidamente apuradas e comprovadas no âmbito judicial, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.
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Ex-funcionária denuncia supostas irregularidades na Legacy Group, empresa investigada por fraude imigratória
Após a prisão de 14 brasileiros acusados de envolvimento em um esquema de fraude imigratória em Orlando, na Flórida, um novo elemento passou a repercutir nas redes sociais e ampliou a dimensão do caso. A youtuber Luara Barcaro divulgou um vídeo no qual relata experiências vividas durante o período em que trabalhou na empresa conhecida como “Legacy Group”, atualmente alvo de investigação pelas autoridades locais.
Segundo o depoimento, Luara afirma ter atuado por cerca de três meses na empresa e decidiu se desligar após, segundo ela, identificar práticas que considerou irregulares. Entre as alegações, está o uso de funcionários para simular clientes satisfeitos em vídeos promocionais, com troca de roupas para gravar múltiplos depoimentos positivos — o que, de acordo com o relato, poderia induzir potenciais clientes ao erro.
Outro ponto destacado no vídeo envolve um caso que teria despertado desconfiança. De acordo com a ex-funcionária, um cliente que vivia há aproximadamente duas décadas nos Estados Unidos acabou sendo deportado mesmo após contratar os serviços da empresa. O episódio, segundo ela, foi determinante para sua decisão de deixar o trabalho.
A youtuber também afirma que, ao solicitar o pagamento de valores pendentes após sua saída, teria sido alvo de ameaças atribuídas a Vagner Soares de Almeida, apontado pelas autoridades como um dos líderes do grupo investigado. Segundo o relato, o caso teria sido levado à Justiça, que determinou uma medida para impedir a aproximação. Luara afirma ainda possuir áudios com supostas ameaças.
O vídeo traz também questionamentos sobre a forma de cobrança adotada pela empresa. De acordo com a denúncia, clientes que optavam por parcelamento recebiam notas fiscais emitidas por uma loja de móveis e colchões ligada ao grupo, mesmo quando o serviço contratado estava relacionado a processos imigratórios — prática que, se confirmada, pode indicar irregularidades fiscais e comerciais.
Além disso, a influenciadora menciona um suposto padrão de ostentação por parte da família do empresário, com exibição de veículos e bens de luxo, contrastando com relatos de prejuízos financeiros enfrentados por clientes.
O caso está sob investigação das autoridades do Condado de Orange, que apuram possíveis crimes como fraude, extorsão e falsidade ideológica. Até o momento, os citados nas denúncias não tiveram suas defesas detalhadas publicamente no contexto dessas novas alegações.
Especialistas ressaltam que, embora relatos como o divulgado possam contribuir para o avanço das investigações, é fundamental que todas as acusações sejam devidamente apuradas e comprovadas no âmbito judicial, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.
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