Imigrantes detidos em centros de detenção de imigração em Miami, na Flórida, relataram abusos chocantes, incluindo serem forçados a comer ajoelhados com as mãos algemadas para trás, como “animais”. As denúncias fazem parte de um relatório publicado na semana passada por três organizações de direitos humanos: Human Rights Watch, Americans for Immigrant Justice e Sanctuary of the South.
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Imigrantes são forçados a comer ajoelhados com as mãos algemadas, diz relatório
Imigrantes detidos em centros de detenção de imigração em Miami, na Flórida, relataram abusos chocantes, incluindo serem forçados a comer ajoelhados com as mãos algemadas para trás, como “animais”. As denúncias fazem parte de um relatório publicado na semana passada por três organizações de direitos humanos: Human Rights Watch, Americans for Immigrant Justice e Sanctuary of the South.
De acordo com o documento, dezenas de homens foram mantidos por horas em uma cela superlotada no centro de detenção federal localizado no centro de Miami, sem acesso à comida. Quando finalmente receberam suas refeições em pratos de isopor, continuaram algemados, com os pratos colocados em cadeiras diante deles. “Tivemos que comer como animais”, relatou um dos detentos, identificado como Pedro.
O relatório também aponta abusos no Krome North Service Processing Center, na região oeste de Miami. Lá, mulheres foram obrigadas a usar banheiros à vista de homens e não tiveram acesso a cuidados adequados de higiene, alimentos apropriados ou assistência médica específica para seu gênero.
Segundo as entidades responsáveis pelo levantamento, os casos revelam um padrão de condições desumanas dentro das instalações federais de imigração. As denúncias aumentaram desde janeiro, após a posse do presidente Donald Trump e a intensificação da política de detenções e deportações em massa promovida por seu governo.
O relatório reforça as críticas de que o sistema de detenção de imigrantes nos Estados Unidos, especialmente na Flórida, tem violado sistematicamente os direitos humanos, com práticas degradantes e tratamento cruel contra pessoas que aguardam decisões sobre seus processos imigratórios.




